LITERATURA – BRASILEIRA


Ano: 2015

  • A Escravidão Branca no Brasil

    Escravizar significa “reduzir a condição de escravo; subjugar, sujeitar.”. É importante ressaltar dois pontos nesta definição: 1. As palavras “escravo” e “slave” (em inglês) têm o mesmo significado e a mesma origem. Ambas vieram de “eslavo”, povo europeu branco de olhos claros, que foi escravizado várias vezes. Ou seja, a escravidão não é restrita a […]

  • O Nosso Livro (Florbela Espanca)

    Livro do meu amor, do teu amor,Livro do nosso amor, do nosso peito…Abre-lhe as folhas devagar, com jeito,Como se fossem pétalas de flor. Olha que eu outro já não sei comporMais santamente triste, mais perfeitoNão esfolhes os lírios com que é feitoQue outros não tenho em meu jardim de dor! Livro de mais ninguém! Só […]

  • Suave Mari Magno (Machado de Assis)

    Baleia in Nelson Pereira dos Santos’ Vidas Secas (1963). Lembra-me que, em certo dia,Na rua, ao sol de verão,Envenenado morriaUm pobre cão. Arfava, espumava e ria,De um riso espúrio e bufão,Ventre e pernas sacudiaNa convulsão. Nenhum, nenhum curiosoPassava, sem se deter,Silencioso, Junto ao cão que ia morrer,Como se lhe desse gozoVer padecer. Poema extraído de […]

  • A medida do abismo (Vinicius de Moraes)

    Não é o gritoA medida do abismo?Por isso eu gritoSempre que cismoSobre tua vidaTão louca e errada…– Que grito inútil!– Que imenso nada! Veja também outros poemas de Vinicius de Moraes …  A hora íntima  Dialética Soneto da Fidelidade  Aquarela Soneto da Hora Final

  • Rachel de Queiroz

    Rachel de Queiroz Rachel de Queiroz (1910 — 2003) foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras em 1977 e também a primeira mulher a receber o Prêmio Camões em 1993. Destacou-se na ficção social nordestina e uma de suas principais temáticas foi a posição da mulher na sociedade. Aos vinte anos, […]

  • Esquadros (Adriana Calcanhoto)

    Eu ando pelo mundoPrestando atenção em coresQue eu não sei o nomeCores de AlmodóvarCores de Frida KahloCores! Passeio pelo escuroEu presto muita atençãoNo que meu irmão ouveE como uma segunda peleUm calo, uma cascaUma cápsula protetoraAi, Eu quero chegar antesPra sinalizarO estar de cada coisaFiltrar seus graus Eu ando pelo mundoDivertindo genteChorando ao telefoneE vendo […]

  • LEMBRANÇA DE MORRER (Álvares de Azevedo)

    Álvares de Azevedo por Nilo No more! O never more!SHELLEY Quando em meu peito rebentar-se a fibra,Que o espírito enlaça à dor vivente,Não derramem por mim nem uma lágrimaEm pálpebra demente. E nem desfolhem na matéria impuraA flor do vale que adormece ao vento:Não quero que uma nota de alegriaSe cale por meu triste passamento. […]

  • Resíduo (Drummond)

    Fotografia: Carlos Drummond e sua filha Maria Julieta de Andrade. De tudo ficou um poucoDo meu medo. Do teu asco.Dos gritos gagos. Da rosaficou um pouco.Ficou um pouco de luzcaptada no chapéu.Nos olhos do rufiãode ternura ficou um pouco(muito pouco).Pouco ficou deste póde que teu branco sapatose cobriu. Ficaram poucasroupas, poucos véus rotospouco, pouco, muito […]

  • Alma minha gentil, que te partiste (Luís Vaz de Camões)

     Ilustração de Danuta Wojciechowska.“Nomes com História: Luís de Camões” Alma minha gentil, que te partistetão cedo desta vida descontente,repousa lá no Céu eternamente,e viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste,memória desta vida se consente,não te esqueças daquele amor ardenteque já nos olhos meus tão puro viste. E se […]

  • COMPARAÇÃO (Euclides da Cunha)

    Estrelas são mundos “Eu sou fraca e pequena…”Tu me disseste um dia.E em teu lábio sorriaUma dor tão serena, Que em mim se refletiaAmargamente amena,A encantadora penaQuem em teus olhos fulgia. Mas esta mágoa, o tê-laÉ um engano profundo.Faze por esquecê-la:Dos céus azuis ao fundoÉ bem pequena a estrela…E no entretanto _ é um mundo! […]