LITERATURA – BRASILEIRA


Tag: Carlos Drummond de Andrade

  • Bruxo do Cosme Velho

    Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade. Fonte: Wikipedia. Machado de Assis morou durante muitos anos na casa nº 18 da rua Cosme Velho, no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro. Lá morreu em 1908 aos 69 anos, quase 4 anos após a morte de sua esposa Carolina Augusta de Novais. O […]

  • Maria Julieta Drummond de Andrade

    As Mulheres na vida dos grandes escritores Ainda necessitando ser descoberta pelos leitores brasileiros, Maria Julieta Drummond de Andrade era escritora e filha do poeta Carlos Drummond de Andrade. Ela nasceu em Belo Horizonte, em 1928, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1987, morou em diversos países, teve uma atuação profissional na diplomacia e […]

  • O Enterrado Vivo

    Estátua de Drummond no Rio de Janeiro. (Fonte:Wikipedia) O Enterrado VivoÉ sempre no passado aquele orgasmo, é sempre no presente aquele duplo, é sempre no futuro aquele pânico. É sempre no meu peito aquela garra. É sempre no meu tédio aquele aceno. É sempre no meu sono aquela guerra. É sempre no meu trato o […]

  • DESTRUIÇÃO (Carlos Drummond de Andrade)

    Imagem da Minissérie Os Maias de Maria Adelaide Amaral  Os amantes se amam cruelmentee com se amarem tanto não se vêem.Um se beija no outro, refletido.Dois amantes que são? Dois inimigos. Amantes são meninos estragadospelo mimo de amar: e não percebemquanto se pulverizam no enlaçar-se,e como o que era mundo volve a nada. Nada, ninguém. […]

  • SENTIMENTO DO MUNDO (Drummond)

    Sentimento do Mundo Tenho apenas duas mãose o sentimento do mundo,mas estou cheio de escravos,minhas lembranças escorreme o corpo transigena confluência do amor. Quando me levantar, o céuestará morto e saqueado,eu mesmo estarei morto,morto meu desejo, mortoo pântano sem acordes. Os camaradas não disseramque havia uma guerrae era necessáriotrazer fogo e alimento.Sinto-me disperso,anterior a fronteiras,humildemente […]

  • Resíduo (Drummond)

    Fotografia: Carlos Drummond e sua filha Maria Julieta de Andrade. De tudo ficou um poucoDo meu medo. Do teu asco.Dos gritos gagos. Da rosaficou um pouco.Ficou um pouco de luzcaptada no chapéu.Nos olhos do rufiãode ternura ficou um pouco(muito pouco).Pouco ficou deste póde que teu branco sapatose cobriu. Ficaram poucasroupas, poucos véus rotospouco, pouco, muito […]

  • Congresso Internacional do Medo (Drummond)

    Pintura de Ljuba Adanja 2002 Provisoriamente não cantaremos o amor,que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.Cantaremos o medo, que estereliza os abraços,não cantaremos o ódio, porque este não existe,existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das […]

  • AULA DE PORTUGUÊS (DRUMMOND)

    Drummond A linguagemna ponta da língua,tão fácil de falare de entender. A linguagemna superfície estrelada de letras,sabe lá o que ela quer dizer?Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,e vai desmatandoo amazonas de minha ignorância.Figuras de gramática, esquipáticas,atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me. Já esqueci a língua em que comia,em que pedia para ir lá fora,em que levava […]

  • Certas Palavras (Carlos Drummond de Andrade)

    Certas palavras não podem ser ditasem qualquer lugar e hora qualquer.Estritamente reservadaspara companheiros de confiança,devem ser sacralmente pronunciadasem tom muito especiallá onde a polícia dos adultosnão adivinha nem alcança. Entretanto são palavras simples:definempartes do corpo, movimentos, atosdo viver que só os grandes se permiteme a nós é defendido por sentençados séculos. E tudo é proibido. […]

  • O SEU SANTO NOME (Drummond)

    Não facilite com a palavra amor.Não a jogue no espaço, bolha de sabão.Não se inebrie com o seu engalanado som.Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro).Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissãode espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavraque é toda sigilo e nudez, perfeição e […]