LITERATURA – BRASILEIRA


Tag: Machado de Assis

  • Bruxo do Cosme Velho

    Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade. Fonte: Wikipedia. Machado de Assis morou durante muitos anos na casa nº 18 da rua Cosme Velho, no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro. Lá morreu em 1908 aos 69 anos, quase 4 anos após a morte de sua esposa Carolina Augusta de Novais. O […]

  • Maria Carolina e Machado de Assis

    As Mulheres na vida dos grandes escritores Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) talvez seja o mais reconhecido e renomado dos escritores brasileiros. Ele era afro-descendente dentro de uma sociedade racista e elitista, mas conseguiu se sobressair com seu talento extraordinário. E também com o apoio de muitas outras pessoas ao longo de toda sua […]

  • ERRO (Machado de Assis)

    Adicionar legenda Erro é teu. Amei-te um diaCom esse amor passageiroQue nasce na fantasiaE não chega ao coração;Não foi amor, foi apenasUma ligeira impressão;Um querer indiferente,Em tua presença, vivo,Morto, se estavas ausente,E se ora me vês esquivo,Se, como outrora, não vêsMeus incensos de poetaIr eu queimar a teus pés,É que, — como obra de um […]

  • Suave Mari Magno (Machado de Assis)

    Baleia in Nelson Pereira dos Santos’ Vidas Secas (1963). Lembra-me que, em certo dia,Na rua, ao sol de verão,Envenenado morriaUm pobre cão. Arfava, espumava e ria,De um riso espúrio e bufão,Ventre e pernas sacudiaNa convulsão. Nenhum, nenhum curiosoPassava, sem se deter,Silencioso, Junto ao cão que ia morrer,Como se lhe desse gozoVer padecer. Poema extraído de […]

  • SONETO (Machado de Assis)

    (Pela inauguração do Asilo de Órfãos de Campinas) Recolhei, recolhei essas coitadas,Tristes crianças, desbotadas flores,Que a morte despojou dos seus cultoresE pendem já das hastes maltratadas. Trocai, trocai as fomes e os horrores,Os desprezos e as ríspidas noitadasPelos afagos dos peitos protetores,Ensinai-lhes a amar e a ser amadas. E quando a obra que encetais agoraAvultar, […]

  • Um Apólogo (Machado de Assis)

    Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora. — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? […]

  • OLHOS DE RESSACA — de 'Dom Casmurro' (Machado da Assis)

    Capítulo XXXII Tudo era matéria às curiosidades de Capitu. Caso houve, porém, no qual não sei se aprendeu ou ensinou, ou se fez ambas as coisas, como eu. É o que contarei no outro capítulo. Neste direi somente que, passados alguns dias do ajuste com o agregado, fui ver a minha amiga; eram dez horas […]

  • CAPÍTULO 55- O velho diálogo de Adão e Eva

    Filme Memórias Póstumas BRÁS CUBAS…………………………..? VIRGÍLIA…………………………. BRÁS CUBAS…………………………………………………………………………………… ……………………………………………….. VIRGÍLIA……………………………………! BRÁS CUBAS…………………………… VIRGÍLIA……………………………………………………………………………………………………………………………………….? ………………………………………….. ………………………………………………. BRÁS CUBAS…………………………… VIRGÍLIA……………………………………….. BRÁS CUBAS…………………………………………………………………………………. ……………………….. ……….!…………………………!………………………! VIRGÍLIA…………………………………………….? BRÁS CUBAS……………………………………….! VIRGÍLIA……………………………………………! Trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, obra disponível para download em Domínio Público.

  • Teoria do Medalhão (Machado de Assis)

    Diálogo — Estás com sono? — Não, senhor. — Nem eu; conversemos um pouco. Abre a janela. Que horas são? — Onze. — Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de1854, vinhas tu […]

  • Suje-se gordo! (Machado de Assis)

    UMA NOITE, há muitos anos, passeava eu com um amigo no terraço do Teatro de São Pedro de Alcântara. Era entre o segundo e o terceiro ato da peça A Sentença ou o Tribunal do Júri. Só me ficou o título, e foi justamente o título que nos levou a falar da instituição e de […]