LITERATURA – BRASILEIRA


Tag: Poemas

  • Romanceiro da Inconfidência

    …Liberdade, essa palavraque o sonho humano alimentaque não há ninguém que expliquee ninguém que não entenda… In Romanceiro da Inconfidência de Cecília Meireles Romanceiro da Inconfidência é uma coletânea de poemas de Cecília Meireles (1901-1964), publicada em 1953, que conta a História de Minas dos inícios da colonização no século XVII até a Inconfidência Mineira […]

  • por temor nos calamos

    Livro No Caminho com Maiakóvski NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKIAssim como a criançahumildemente afagaa imagem do herói,assim me aproximo de ti, Maiakóvski.Não importa o que me possa acontecerpor andar ombro a ombrocom um poeta soviético.Lendo teus versos,aprendi a ter coragem.Tu sabes,conheces melhor do que eua velha história.Na primeira noite eles se aproximame roubam uma flordo nosso […]

  • Também os mortos (Eunice Arruda)

    Imagem de Jeff Juit                                              Para Lúcia Ribeiro da Silva Também os mortosme acompanham Entre um e outrodegrau Paramos. Como quemdescansa um fardo Ao cair da tarde— xale vinho aquecendo o corpo —os mortos me […]

  • O pobre poema (Mario Quintana)

    Eu escrevi um poema horrível!É claro que ele queria dizer alguma coisa…Mas o quê?Estaria engasgado?Nas suas meias-palavras havia no entanto uma ternuramansa como a que se vê nos olhos de uma criançadoente, uma precoce, incompreensível gravidadede quem, sem ler os jornais,soubesse dos seqüestrosdos que morrem sem culpados que se desviam porque todos os caminhos estão[tomados…Poema, […]

  • Ora (direis) ouvir estrelas!

    XII Sonhei que me esperavas. E, sonhando,Saí, ansioso por te ver: corria…E tudo, ao ver-me tão depressa andando,Soube logo o lugar para onde eu ia. E tudo me falou, tudo! EscutandoMeus passos, através da ramaria,Dos despertados pássaros o bando:“Vai mais depressa! Parabéns!” dizia. Disse o luar: “Espera! que eu te sigo:Quero também beijar as faces […]

  • HAI KAI (Paulo Leminski)

    Paulo Leminski por Fraga hai Eis que nasce completoe, ao morrer, morre germe,o desejo, analfabeto,de saber como reger-me,ah, saber como me ajeitopara que eu seja quem fui,eis o que nasce perfeitoe, ao crescer, diminui. kai Mínimo templopara um deus pequeno,aqui vos guarda,em vez da dor que peno,meu extremo anjo de vanguarda. De que máscarase gaba […]

  • Tu Queres Sono: Despe-te dos Ruídos (Ana Cristina Cesar)

    Tu queres sono: despe-te dos ruídos, edos restos do dia, tira da tua bocao punhal e o trânsito, sombras deteus gritos, e roupas, choros, cordas etambém as faces que assomam sobre atua sonora forma de dar, e os outros corposque se deitam e se pisam, e as moscasque sobrevoam o cadáver do teu pai, e […]

  • Estado de Poesia (Chico César)

    Para viver em estado de poesia Me entranharia nestes sertões de você Para deixar a vida que eu vivia De cigania antes de te conhecer De enganos livres que eu tinha porque queria Por não saber que mais dia menos dia Eu todo me encantaria pelo todo do seu ser Pra misturar meia noite meio […]

  • SENTIMENTO DO MUNDO (Drummond)

    Sentimento do Mundo Tenho apenas duas mãose o sentimento do mundo,mas estou cheio de escravos,minhas lembranças escorreme o corpo transigena confluência do amor. Quando me levantar, o céuestará morto e saqueado,eu mesmo estarei morto,morto meu desejo, mortoo pântano sem acordes. Os camaradas não disseramque havia uma guerrae era necessáriotrazer fogo e alimento.Sinto-me disperso,anterior a fronteiras,humildemente […]

  • Verdade seja dita (Mel Duarte)

    Verdade seja ditaVocê que não mova sua pica pra impor respeito a mim.Seu discurso machista, machucaE a cada palavra falhaCorta minhas iguais como navalhaNINGUÉM MERECE SER ESTUPRADA!Violada, violentadaSeja pelo abuso da fardaOu por trás de uma muralhaMinha vagina não é lixãoPra dispensar as tuas tralhas Canalha! Tanta gente alienadaQue reproduz seu discurso vazioE não adianta […]